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Corruptível?
Na horda dos seres humanos sujos há duas grandes divisões: os corruptores e os corruptíveis. Uma terceira alternativa – muito pequena, por sinal - a essa imundice da espécime humana são os que não corrompem os demais e nem os que se deixam se corromper pelo poder, os chamados éticos. Mas por razões mais do que óbvias são acusados de ser corruptíveis por não entrar no joguinho dos corruptores.
Viver nesse mundo não é algo que seja muito fácil quando se tem ética e, principalmente, uma consciência limpa de um trabalho bem feito e respeitando todos os lados possíveis da informação. No entanto, os corruptores – que é a maior e mais suja classe nesse mundo – vêem um ser humano ético como um obstáculo extremamente incômodo as suas pretensões, sejam elas quais forem. Vale tudo, o que importa é ter o poder em suas mãos e o maior número de corruptíveis dentro de seu bolso.
Já a horda dos corruptores é formada basicamente por gente que afirma “que precisa”. Agora responda quem não precisa de algo nesse mundo para sobreviver? Viver implica que sempre estamos precisamos de alguma coisa. Todos a têm. Entretanto, não há justificativa para tal “necessidade”. Sabe por que essas pessoas se corrompem? Pura e simplesmente para benefício próprio. Estamos cercados de pessoas assim. Olhe para o seu lado e veja.
Desde criança meus pais ensinaram-me a respeitar o próximo, ser educado, mas também a me defender de “certas pessoas” ou das “armadilhas da vida”. Em meus 11 anos de ensino público aprendi a respeitar o professor e fazer minha lição de casa. Nos quatro anos seguintes, sentado em um banco de uma faculdade, aprendi a exercer a minha profissão dignamente. Aprendi o que é ser ético ao fazer jornalismo.
Porém, pais, professores, escolas e faculdades sozinhos não formam o caráter e muito menos a ética de uma pessoa. É preciso uma consciência limpa e transparente para ser uma boa pessoa honesta e isso a faculdade nem pai e mãe ensinam, vem de dentro de cada ser humano ético e justo. Cada um sabe o que fazer da vida.
Portanto, não preciso me rebaixar por esmolas. Tenho uma consciência que pesa mais do que o dinheiro que eu poderia ganhar sendo corruptível. Aliás, leva-se a pecha sem ter o direito a ela. Mas continuo dizendo que estamos cercados de pessoas assim. Olhe para o seu lado e veja.
Escrito por Alex Fama às 15h49
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Esse texto é do meu amigo Asdrúbal Ferdinand
Religião e política
Falar sobre religião em um local repleto de pessoas que acreditam nela é a mesma coisa que incitar com um belo pedaço de carne suculenta um cão feroz faminto. A intolerância e a cegueira dessa gente é tamanha que chega a beira do absurdo pela ignorância apresentada.
Se alguém algum dia me perguntar se religião emburrece, eu responderei de bate pronto, sim e muito. Irei um pouco mais longe e digo, se uma pessoa, ou várias, quiser se promover é algo extremamente fácil. Basta falar sobre religião fervorosamente a um bando de pessoas religiosas obcecadas e famintas por um líder. Pronto, está dada a receita para um incitamento emburrecedor e coletivo.
Uma coletividade incitada e emburrecida é capaz de coisas terríveis. Um incitador espertalhão que sabe provocar o êxtase coletivo se sobressai e manipula como bem entende essas pessoas. Um exemplo explícito de união desses dois tipos de pessoas que acaba juntando a fome com a vontade de comer – usando um jargão velho, mas que resume muito bem o que quero dizer – foi visto na sessão da Câmara de Sinop do dia 13 deste mês.
O que se viu dentro do plenário do Legislativo sinopense foi uma pilha de evangélicos excitados por praticamente todos os vereadores do município. É sabido que um ou outro parlamentar iria se dar melhor na forma de anestesiar o cérebro não muito bem raciocinado de um crente fervoroso. E esse foi o trunfo usado por, pelo menos, três vereadores. Eles falavam e as pessoas deliravam, gritavam, agitavam placas e cartazes pintados com os nomes deles. Uma grande festa para os evangélicos e uma grande oportunidade para exercitar o poder de fogo de manipular a mente humana.
Com discursos inflamados e lembranças de conversões evangélicas mirabolantes os vereadores fizeram a platéia ensandecer. Era possível escutar, aos berros, essas pessoas dizendo: “aleluia Jesus”, “glória ao Senhor”, entre outras tantas proferidas naquele dia. Os políticos sinopenses deitaram e rolaram em cima da fé e cegueira alheia para garantir uns votos a mais nas próximas eleições. O sistema é assim!
Resumindo, nada mais acertado do que explorar a ignorância do próximo para se promover. E mais uma vez a esperteza política se sobressai a religião. Ou é a religião que faz as pessoas ficarem segas e não verem que está sendo manipuladas? Ó, dúvida cruel!
Escrito por Alex Fama às 16h19
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Esse texto eu li no site da Folha de São Paulo eu achei interessante e estou reproduzindo aqui
Carta a dona Marisa
D. MARISA, a senhora deve estar muito feliz; seu marido ganhou as eleições, e será presidente por mais quatro anos. Parabéns. Imagino que quando foi eleito pela primeira vez, deve ter sido difícil para a senhora; seria para qualquer mulher. Se habituar a uma nova vida, ter que fazer coisas em que nunca pensou; por outro lado, não poder fazer um monte de coisas às quais estava habituada, ter que obedecer ao protocolo, andar cercada de seguranças, não poder entrar num shopping – a senhora deve ser louca por um shopping, não ? – e tendo que ter uma vida privada, quase secreta, já que a imprensa está sempre de olho.
De olho para falar da cor do esmalte de suas unhas, do penteado, do botox que botou – ou não – e, correndo sempre o risco de alguém de sua intimidade ser indiscreta e contar o que a senhora come no café da manhã, se faz dieta, se fuma, enfim, todas essas coisas que qualquer mulher tem liberdade para fazer,menos a primeira-dama.
Devem ter sido quatro anos difíceis, mas já passaram. Agora a senhora tem mais quatro anos pela frente; quais são os seus planos? Não seria hora de fazer alguma coisa além de ficar sentada naquela cadeira, nas cerimônias oficiais, enquanto seu marido discursa?
Ah, d. Marisa, esse país é cheio de problemas, e a senhora poderia ajudar em alguma coisa. Já existe o Bolsa Família e o Fome Zero, mas ainda há muita coisa a ser feita. Não digo que a senhora seja a mulher mais poderosa do país, mas é casada com o homem mais poderoso, por isso pode decidir fazer o que quiser, e terá toda a ajuda de que precisar. Ajuda financeira, e ajuda de centenas de mulheres que adorariam colaborar com qualquer coisa que a senhora inventasse fazer. Capacidade a senhora tem: não me esqueço de um programa de televisão onde a vi fazendo sanduíches para vender nas assembléias de metalúrgicos, anos antes de sonhar onde iria chegar. Esse tipo de coisa a senhora não precisa mais fazer, mas existem outras coisas que não seriam nenhum sacrifício, e que poderiam fazê-la até muito feliz por estar ajudando o governo de seu marido. Porque botar uma camiseta, sorrir e aplaudir, convenhamos, é muito pouco.
Fazer o quê? Não falta quem lhe diga. Seu marido tem um monte de assessores, todos prontos para ter 50 idéias geniais para que a senhora faça alguma coisa para melhorar a vida de quem precisa. A senhora é forte, decidida, e não tem sentido passar mais quatro anos trocando de terninho para acompanhar o presidente nas viagens, sorrindo para os fotógrafos, não dizer nada sobre assunto algum, e não fazer rigorosamente nada. Não que a senhora tenha obrigação, mas seria bacana termos uma primeira-dama engajada >em algum projeto social, fosse ele qual fosse.
Mas se a senhora quiser continuar a viver a vidinha que vive há quatro anos, poderia pelo menos – pela imagem, d. Marisa, pela imagem – visitar às vezes um hospital público (sem avisar, para ver a fila na porta), uma creche, uma escola, para mostrar que se interessa pelos mais necessitados, e que seus próximos quatro anos não serão mais apenas umas férias passadas entre o Alvorada e a Granja do Torto, além de viagens pelo mundo em seu luxuoso jatinho. Pense nisso, dona Marisa. Pegaria muito bem.
Danuza Leão
Escrito por Alex Fama às 16h17
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Uma leitura interessante sobre o acidente envolvendo o boing da Gol e o Legacy
Acidente do Avião da Gol
Não vim aqui expor nenhuma tese conspiradora a respeito dos fatos ocorridos recentemente, cuja relevância se estende na morte de 154 pessoas e do sofrimento de suas famílias. No entanto, não podemos deixar de reparar em alguns detalhes específicos que devem ser analisados pelas autoridades competentes.
Sabemos que no suposto acidente, entre as vítimas havia mulheres, algumas crianças até mesmo pastor da Assembléia de Deus. No entanto, havia outros passageiros que me despertaram a atenção. Um certo grupo que estava no avião, o famoso grupo da pescaria, eram indivíduos bastante conhecidos do meio médico-científico, conhecidos pelo trabalho na área de engenharia genética até mesmo desenvolvimento de alta tecnologia.
Outros membros que também me chamaram bastante a atenção foram os membros do ministério da defesa e outros cientistas brasileiros na área de antropologia, biologia e genética. Outro passageiro que chamou bastante a atenção foi o norte-americano sem história que também estava no avião. Ninguém sabe quem é, a não ser o próprio seguro social nos Estados Unidos que o identificou como um simples transeunte americano. Só não consigo imaginar o que um mendigo americano fazia neste avião.
E daí vem a bomba. Alguns boatos informaram sobre certas pesquisas realizadas na região, assunto do governo, segredo de Estado. Não se sabe exatamente do que se tratava, apenas que vários cientistas brasileiros estavam trabalhando no desenvolvimento de um novo tipo de combustível baseado em vírus. Isso mesmo, produção de energia baseada na manipulação genética de vírus. O MIT (Instituto Tecnológico de Massasuchets) estava desenvolvendo algo parecido para criar baterias de Laptops mais potentes, revestiram os vírus com moléculas de óxido de cobalto e partículas de ouro e em seguida os alinharam para formar minúsculos fios que servem como o anodo na bateria. A equipe de oito pessoas do MIT descreveu o trabalho em uma das edições de abril do jornal Science.
No entanto, o que se sabe do desenvolvimento da pesquisa brasileira, não limitava-se apenas uma simples bateria de notebook, mas em uma fonte de energia limpa e auto-suficiente, auto-geradora e a um custo baixíssimo. A solução do século estava dentro do avião que caiu em função de uma manobra irresponsável de dois pilotos americanos inconseqüentes? Parece meio absurdo como escaparam de morrer desta forma? A soma de coincidências neste caso ultrapassa a barreira da realidade e do bom senso. Foi uma grande coincidência que no avião estivesse um famoso repórter americano para divulgar a verdade como acidente.
Também foi coincidência o fato de que o avião americano desligou o transponder para que não fosse possível a localização da altitude do avião. Que não foi possível que os controladores de vôo não comunicassem nem com um avião nem com o outro. Porque o Boing da GOL não respondeu o chamado do rádio? Querem saber minha opinião? Porque todos já estavam mortos, devido a bomba de gás que estava a bordo com o passageiro americano desconhecido. Porque a Excel Air fez questão de filmar o Legacy no momento da decolagem? Imagino que seja para comprovar que ele não estava avariado quando subiu. Mas não foi o Legacy que colidiu com o vôo 1907! Se fosse, ele estaria em pedaços.
Estamos diante de uma grande armação. Após isso, o avião simplesmente caiu! O Legacy não estava lá por acaso, era simplesmente o maior “laranja” da história. Observem a lista dos passageiros, vão ver os nomes dos nossos heróis brasileiros que foram assassinados pelo governo americano ou pela empresa Cambrios Technologies, da Califórnia, que comercializa tecnologia biológica em todo planeta. Nossos membros do Ministério da Defesa sabem do que estou falando. Seus homens estavam lá pra proteger estas pessoas e suas pesquisas ou talvez mais uma coincidência? Só o que espero é que nosso governo admita os fatos que ocorreram, e puna com severidade os responsáveis pelo ocorrido.
Andréia Teles, professora
Escrito por Alex Fama às 16h45
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Ofensa a nossa literatura
Simplesmente é o fim da picada sobre esse tema que eu vou escrever. Quando eu pensava que o lançamento do livro da Bruna Surfistinha, “O Doce Veneno do Escorpião”, já era o fim da picada. Estava redondamente equivocado. A picada fatal para o meu último espanto, eu espero, foi me apresentado no Programa do Jô desta semana.
Uma outra ex-garota de programa conhecida em sua nobre profissão como Marise, ou na vida real como Vanessa de Oliveira, lançou um livro contando suas peripécias sexuais/profissionais, assim como Bruna Surfistinha. “O Diário de Marise”. Esse tipo de literatura está virando moda. Agora julguem vocês leitores se isso é bom ou ruim. Sinceramente, acho essas histórias lamentáveis.
Não pela ex-prostituta, pelo contrário, ela tem todo o direito de falar e escrever o quer ou pensa. Por mim, Marise ou Vanessa poderia narrar suas experiências profissionais/sexuais em livro, CD, site, blog ou onde bem entender. O que me espanta ou me deixa indignado, nem sei qual sentimento ter, e é a segunda vez que escrevo sobre esse tema, são as nossas editoras. Estas sim merecem total indignação de todos nós brasileiros.
Já ouvi e vi casos de muitos escritores talentosos reclamarem que não conseguem publicar uma linha sequer dos seus trabalhos. Enquanto isso, Brunas Surfistinhas, Marises, e tem até uma ex-prostituta chamada Samantha que também lançará um livro, se multiplicam nas melhores livrarias pelo Brasil afora.
Como pode uma editora ser tão medíocre a esse ponto. Ao invés de objetivar autores que tragam à tona, no mínimo, uma boa leitura, o que fazem? Continuam dando espaço a ex-prostitutas em fim de carreira. Assim como Bruna Surfistinha, Marise e Samantha vão aparecer mais livros dessa estirpe.
Ou seja, você leitor, quando entrar em uma livraria para pesquisar o preço de um bom autor como Carlos Drummond de Andrade, Manoel Bandeira, Machado de Assis, grandes mestres da literatura nacional, entre outros, poderá dar de cara com essa literatura. Drummond, Bandeira, Assis ficariam insultados ao dividir prateleiras com essas autoras. Culpa de quem? Respondam-me vocês leitores.
Escrito por Alex Fama às 12h10
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Muita conversa. Pouca ação
A política sinopense virou um reduto de muita lamentação e pouquíssima ação efetiva. Estamos a vinte e tantos dias de liberada a campanha eleitoral e o que se vê pelas ruas? Nada. Ou quando muito meia dúzia de políticos “pingados” fazendo propaganda, ainda “chocha” de suas candidaturas nas ruas de Sinop.
Falei da ação e esqueci da conversa! Pois é, ha muita conversa é justamente a mesma ladainha de sempre, dinheiro. Ou melhor, a falta dele para os políticos empenhados na política deste ano. Todos os candidatos só falam ou sabem falar da falta de grana, money, bufunfa. Já está até virando mote de campanha a “carência” de financiamento para das campanhas. “Votem em mim. Por que eu não tenho dinheiro para fazer campanha, muito menos para esbanjar por ai!”. Está aí um bom slogan de eleitoral.
A reclamação não é apenas de um candidato. São todos, sem exceção. Não estou dizendo, virou discurso político pré-gravado e ensaiado nos mínimos detalhes. Se você pergunta uma coisa, qualquer coisa, a conversa com o candidato vai acabar descambando para esse lado negro da força política – desculpe a expressão, mas é que sou fã de Star Wars e, principalmente, de Darth Vader.
Acredito que seria a hora dos políticos e candidatos sinopenses pararem de reclamar, arregaçaram as mangas e, com o perdão da expressão, se virar. Em vez de ficar chorando pobreza, irem a luta se essa é sua real intenção. O voto do povo se ganha trocando idéias, falando, mostrando ao povo e não em seus comitês encurvados em suas escrivaninhas falando que não tem isso, nem aquilo.
A população sinopense que vota e elege seus representantes simplesmente não sabe em quem votar nas eleições deste ano. Por que? Muito simples. Ela não conhece os pretensos candidatos. Simplesmente não sabe em quem votar no pleito de outubro próximo. Pois, os mesmos pretensos candidatos, que em vez de fazer campanha para se mostrarem e ganhar a simpatia e o voto do povo, estão ocupados demais chorando miséria.
É dessa forma que está resumida a atual política em Sinop. Ao conformismo e a falta de ação por parte dos candidatos. Depois não sabe por que perdeu a eleição.
Escrito por Alex Fama às 12h09
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Atestado de incompetência
Semana passada um grupo de manifestantes entregou um documento ao Congresso Nacional se dizendo a favor das cotas raciais. Sou extremamente contra esse sistema de cotas para negros por um único e grande motivo. Acho essa atitude um atestado de burrice ou de incompetência para quem recebe esse tipo de “benefício”.
Explico-me melhor. Com esse sistema, um negro, o maior beneficiado pela cota, poderia entrar em uma universidade pública com uma nota muito inversamente proporcional a de um candidato, vamos dizer assim, “normal”. Ou seja, a Lei das Cotas dará a esse cidadão, brasileiro e comum com eu e você leitor, um atestado de que ele não é suficientemente capaz de conseguir entrar em uma instituição de ensino superior pública sem uma “ajudinha” extra. É o atestado de incompetência no qual me refiro.
Esse grupo de manifestantes se baseia em estudos – escabrosos, por sinal - no termo “raça” para cobrar as cotas. Já li muita coisa a respeito disso e opiniões de geneticistas, biólogos e os “escambau” de gente que mexe com esse assunto, dizer que raça negra não existe. Só se for àquele grupo de pagode. Gilberto Freyre se sentiria extremamente ofendido com essa discussão de capacidade entre negro e brancos.
Eu sou a favor de uma cota que englobe todos os menos favorecidos, sem exceção, independentemente da cor de pele. Para mim, o que deve prevalecer é a questão do bolso. Este sim merece, não só o sistema de cotas, mas um planejamento por parte das autoridades para oferecer um ensino público garantido a todos e de boa qualidade.
Mas não me entendam mal. O sistema de cota ao qual me refiro, o cidadão não entra com uma nota irrisória em comparação com os “sem cotas”. Pelo contrário, deve haver um mecanismo - ai as mesmas autoridades brasileiras que quebrem a cabeça para resolver isso - que aumente significativamente o número de vagas e, conseqüentemente, essas pessoas adentrarão pelas portas de uma universidade pública.
Acredito que dessa forma teremos uma entrada mais justa e igualitária tanto para brancos, negros, pobres ou ricos, sem discriminação e sem atestado de incompetência.
Escrito por Alex Fama às 14h40
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Sem festa
Alguém se lembra o que deveríamos comemorar no dia primeiro de julho? Quem acertar pode me cobrar um brinde. Vou contar até três. Um, dois, três. E então, já sabe o que é? Não! Dia 1° de julho fez 12 anos de nascimento do Real, a nossa atual moeda. Faz tempo, né?
Alguém se lembrou de fazer uma comemoração, tímida que fosse? Não, pra quê? Há algum motivo para comemorar? Acho que não. Se tiver dever ser a longevidade da moeda, por que a saúde não anda nada bem das pernas.
Por acaso alguém ai se lembra aniversário de um ano do Real? Eu me lembro e refresco a sua memória, leitor. Lembro de ver o presidente Fernando Henrique Cardoso tomando um cafezinho a 25 centavos, um dinheirão na época, da implantação do Real e tomando o mesmo cafezinho no ano seguinte e no outro e no outro. Se não me falhe a memória, ele parou com essa “comemoração” no quarto ano, quando a moeda perdeu seu fôlego e os 25 centavos não pagavam nem 1% do pó de café.
O pai da criança, o PSDB, nem fez menção de lembrar a data do aniversário do filho antes querido. O PT fingiu que não sabia qual era a data do nascimento do Real. PSDB e PT protagonizaram um esquecimento histórico de um bem que, bem ou mal, mudou os rumos da economia e política brasileira para melhor em vários sentidos.
Antes do Real tínhamos uma inflação estratosférica, o poder de compra da antiga moeda era irrisório. Hoje o Real não é a melhor moeda do mundo do começo, mas ainda conserva seu vigor convincente.
Agora uma coisa pode apostar. Tanto PT quanto o PSDB ainda vão usar o Real como moeda de valor altíssimo nestas eleições. Este por ter dado à luz à cria. Aquele por ter conseguido estabilizar a moeda e contornar uma drástica desvalorização.
Ou seja, podemos medir para saber se o pai biológico ou o pai adotivo foi o mais generoso com a criança. Esperemos o DNA, quer dizer, a eleição para saber.
Escrito por Alex Fama às 17h24
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Nada vai mudar
Não precisa ser nenhum “expert” para saber que a política brasileira não vai mudar em nada nessas eleições. O motivo é bem simples. Os dois principais concorrentes ao Palácio do Planalto – Lula (PT) e Alckmin (PSDB) – apesar da aparência antagônica são extremamente iguais.
Explico-me melhor sobre os pontos em que acho que os dois se parecem. Lula sempre criticou o modelo econômico do seu antecessor, FHC. No entanto, ao entrar no governo manteve o sistema e em alguns aspectos foi até mais benevolente que FHC. Este, por sua vez, sempre foi execrado por Lula e os petistas por fazer viagens demais. E Lula? Ele bateu o recorde daquele e ainda diz que é para o bem do povo. Ficarei somente nesses dois exemplos.
Alckmin critica a postura do governo Lula em relação a economia. Em seu discurso, ele sempre diz que o antecessor ao petista - no caso, FHC – tinha uma política econômica melhor. Ai vem o fato curioso. Alckmin esquece que a pedra da discórdia – no caso, a política econômica de Lula – nada mais é do que a evolução da política econômica de FHC, que por sinal é tão elogiada por Alckmin e sempre criticada por Lula.
Por simples lógica, a partir desse meu pensamento e desses dois exemplos, é que eu acredito que quem ganhar as eleições de outubro próximo, em nada vai mudar a política brasileira. Ou seja, estamos vivenciando uma estagnação política sem tamanho.
Nós, eleitores como sempre, estamos entre a cruz e a espada. Se reelegermos Lula, continuaremos com esse modelo econômico que só enriquece quem já tem muito dinheiro. Se elegermos Alckmin, retrocederemos ao modelo econômico de FHC, que mais parecia um velocista tentando correr uma maratona.
Votamos em Lula, não por ser da esquerda, mas por acreditar que vindo do povo, iria governar para ele. Não foi o que aconteceu para nossa infelicidade. Se caso Alckmin chegar ao poder, pouca ou quase nada irá mudar. Está tudo igual. Os dois são iguais, apesar da origem diferente.
A política deles só é diferente no discurso. Na hora que estiverem empossados, qualquer um deles, pode apostar que nada vai mudar. Para a infelicidade de alguns milhões da nação brasileira.
Escrito por Alex Fama às 15h43
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O texto a seguir foi enviado pelo colega jornalista Asdrúbal Ferdinand, um grande parceiro
Abraços Asdrúbal
“Burrocracia”
Sempre fui contra qualquer tipo de burocracia, tanto sempre a designo de “burrocracia”. Eu acredito que esse é o termo mais indicado e justo. É simplesmente broxante e castrador quando se encontra algum tipo de “burrocracia” nos vários setores da vida brasileira. Infelizmente ele está em tudo. Está até norteando, ou melhor, castrando o trabalho dos jornalistas. Verdade!
Ao receber as identificações, o famoso crachá, para realizar o trabalho jornalístico na entrega do Troféu Mérito Lojista de 2006 da Câmara de Dirigentes Lojistas de Sinop, eis quem aparece? Ela mesma, a “burrocracia”. É incrível a capacidade que as pessoas tem para dificultar as coisas, em detrimento da facilitação. Anexo ao crachá veio um “documento” intitulado Regras de Conduta da Imprensa no referido evento citado anteriormente.
É simplesmente de embasbacar qualquer um o documento citado acima. Um verdadeiro acinte à profissão de jornalista. Por que não algemem e amordacem logo os jornalistas. Não estou dizendo que sou contra as leis e regras estabelecidas, mas acho que os rigores com que estas foram especificadas me assustam e muito.
A imprensa ficará em uma espécie de “curralzinho”. Durante a solenidade, não poderá ligar a luz da câmera “para não atrapalhar o jogo de luz do evento” ou mesmo andar pelo local para “para não atrapalhar a visão dos convidados”. Também não pode falar com ninguém durante a entrega. Só faltou dizer que é proibido ao jornalista, que estará cobrindo esse grandioso evento, respirar. Só faltou isso, por que o restante de imposições, tudo tem.
O que mais me indigna é que essa burrocracia foi feita, acreditem, por uma jornalista de longa data e de grande experiência em televisão. Isso é o que mais me abomina nesses momentos de pura “burrocracia”. Alguém que já esteve do lado de cá e sabe como é difícil lidar com a essa situação, mas quando está do lado de lá faz o inverso, é a primeira a atrapalhar.
É lastimável e viva a “burrocracia” de todos nós, homens “burrocratas”.
Escrito por Alex Fama às 15h40
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Precisamos de pessoas assim
Semana retrasada li uma entrevista na revista Veja – pelo menos nisso a revista acerta, às vezes – muito interessante. Era uma entrevista com a filósofa e professora da USP e Unicamp, Maria Sylvia de Carvalho Franco. Esta mulher, sinceramente, não tem meio termo ou medida nas palavras. Ela é franca e direta, chega a ser rude e áspera em algumas situações.
A maior sentença de Maria Sylvia, na entrevista, é afirmar que ideologia emburrece. Esse posicionamento, particularmente, me anima. Também penso assim, pois já conheci muitas pessoas inteligentíssimas, mas que por um apego ideológico acaba se tornando ignorante.
Ela explica que a burrice vinda da ideologia, se dá por causa do fechamento dos olhos para coisas equivocadas na crença de algo que se idealiza. Ou seja, se crê em algo utópico que nunca sairá do papel, mas que nesse mesmo papel é lindo e maravilhoso.
A filósofa é uma mulher, digamos, abusada. Eu admirei isso na entrevista. É difícil ver hoje em dia pessoas corajosas dizendo tão livremente o que pensam.
Ao comentar sobre política, Maria Sylvia acredita que o presidente Lula é um tirano e que Geraldo Alckmin foi escolhido para ser um perdedor. Tirano por usar a máquina pública para se favorecer, além de descartar ou cooptar amigos políticos em benefício próprio usando sua influência e seu poder. Já Alckmin, por ser uma pessoa tão “insossa”, quase inexpressível. Para ela, o projeto do PSDB é 2010 com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves.
Outra coisa que me chamou a atenção foi a crítica agudíssima a outra professora, Marilena Chauí. Segundo Maria Sylvia, Chauí é do tipo de intelectual do PT de um “oportunismo atroz”. “Uma pessoa com a formação dela não pode dizer que, quando Lula abre a boca, o mundo se ilumina. É uma professora universitária que diz que o mundo é iluminado por alguém que faz a apologia da ignorância”, critica.
Só digo uma coisa: ah, se o mundo tivesse mais pessoas como essa mulher chamada Maria Sylvia de Carvalho Franco. Acredito que as coisas seriam diferentes.
Escrito por Alex Fama às 16h09
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Uma Pena
Está cada dia mais penoso assistir televisão aos domingos no horário do almoço. Ligar na Globo e assistir o antes grande humorista Renato Aragão, mais conhecido como Didi, repetir sua velha e manjada forma de humor agonizante dá pena. Igualmente fico penalizado ao mudar para o SBT e ver outro, outrora, grande humorista – Dedé Santana – em um programa patético até para as crianças, aliás, alvo dos dois programas. É de causar uma pena sem tamanho.
Dá pena, principalmente, porque um dia os dois, juntamente com mais outros dois grandes humoristas – Zacarias e Mussum, que Deus os tenham – eram meus heróis de infância. Os quatro juntos protagonizaram, pelo menos para mim, o melhor programa humorístico inocente que já existiu na televisão brasileira. Sem qualquer tipo de apelação sexual ou desmoralizante, por exemplo. Se o faziam, era de uma forma tão simples, tão primária que até parecia bobo muitas das vezes.
As crianças de antes cresceram e se tornaram adultas. Já não olham o humor com inocência dos “Trapalhões”. As crianças de hoje já não são tão inocentes como dantes. Houve uma evolução no pensamento do que é engraçado. Os tempos são outros, o humor é outro. Já não há mais uma linha que limita o engraçado do escárnio. As fronteiras não são mais tão definidas no humor nacional. Simplesmente evoluiu. Didi e Dedé estagnaram no tempo humorístico. Não refletem mais o nosso pensamento de humor, do que é engraçado.
Hoje em dia o que se assisti e morre de dar risada é ao humor negro e causticante introduzido, no bom sentido da palavra, pelos humoristas do Casseta e Planeta. Aí estão sete, hoje em dia infelizmente seis, caras e uma mulher, que não passa de mera fantasia sexual, que “estupraram” o humor inocente que existia.
Eles deram origem a um tipo de humor sarcástico, zombeteiro, por vezes até violento. Um humor que não poupa ninguém nem mesmo o presidente do país escapa ao maior avacalhação do bando em plena rede nacional, a maior do país por sinal.
O grupo deu várias crias Brasil afora e a mais famosa até supera o pai já ultrapassado. O programa Pânico é o retrato do filho do “estupro”. Revoltoso, astuto e por muitas vezes inconseqüente em suas travessuras. Como o pai, não poupa ninguém. Mas diferentemente dele e o que é pior: não usa personagem para aprontar suas traquinagens malévolas. As próprias pessoas, em carne e osso, são satirizadas publicamente pela trupe. Um verdadeiro acinte à pessoa que é exposta ao ridículo por duas vezes, publicamente e televisivamente, novamente em toda a rede nacional.
De forma ou em momento algum sou contrário aos dois programas mencionados. Muito pelo contrário, eu assisto a eles e me divirto bastante. Chego, às vezes, a acreditar que eles são uma extensão de mim. Responda-me: quem não gostaria de ridicularizar o presidente Lula ou qualquer outra personalidade reconhecida nacionalmente? Eu gostaria e muito. Quando eles fazem isso, eu me sinto realizado. É como se, inconscientemente, eu estivesse ali “tirando uma” da cara de uma pessoa inatingível para mim, ao menos.
O que eu quero dizer é simples: hoje em dia não há mais espaço para trapalhões. O humor está em outro estágio, bem mais avançado. Ele sacudiu o planeta e agora está em pânico.
Escrito por Alex Fama às 11h19
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Viva Azurra
Quando me perguntaram para que seleção, Itália ou França, eu iria torcer na final da Copa do Mundo, não tive dúvidas ao responder. Primeiramente, sou descendente de italianos. Só isso já basta para imaginar para quem eu iria torcer, não é mesmo?!
Apesar de não conhecer muito minhas origens, sei que meu bisavô paterno foi o responsável pelo meu sobrenome aqui no Brasil. Há muitos e muitos anos atrás, ele e um monte de italianos aportaram em São Paulo. Não tive como negar minhas origens, fui mais do que nunca italiano desde “piccolino”.
Então me indagaram por que eu não torcia pela França, pois assim, esta seleção seria bicampeã e a Itália continuaria tri. Desta forma, a Azurra, como o time italiano é conhecido, continuaria com dois títulos a menos que o Brasil. Respondi com educação e muita sinceridade que mesmo assim torceria pela Itália. Não iria contra as minhas origens, apesar de ser, com muito orgulhoso, brasileiro.
Também lembro de ter respondido que se o Brasil não manteve a diferença de dois títulos em relação à Itália foi por incompetência própria. Tudo bem que a Itália não tinha um time de estrelas última grandeza, como o nosso. Pelo contrário, como disse o apresentador Milton Neves, em seu programa dominical, a Azurra tinha um time normal. Eu acrescento dizendo que a Itália tinha um time convencional, burocrático.
Mas, novamente ao contrário da seleção brasileira, os italianos demonstraram muita garra e determinação em vencer, superar seus adversários. A equipe superou a deficiência unida por uma força interior sem tamanho, mesmo sendo um time mais do que comum e limitado.
Os franceses desde antes da final esnobaram tanto o campeonato quanto o jogo decisivo. Em minha opinião, venceu quem teve mais coração e gana de levar o caneco. Mais uma vez o sangue italiano prevaleceu e venceu quem teve mais força de vontade em vencer.
Agora fica o recado à nossa seleção. Ela deveria aprender os italianos uma única questão, garra. Torci como nunca para a Azurra e nada mais do que merecido para esta seleção, que repito é convencional, o titulo de campeã mundial, ou melhor, tetracampeã mundial.
Viva a Azurra, tetracampeã mundial!
Escrito por Alex Fama às 16h27
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Dia de luto
Mato Grosso está em luto desde ontem. Morreu no começo da noite de quinta-feira (6) o ex-governador Dante de Oliveira. Como era de se esperar houve uma grande comoção estadual e até nacional por parte de algumas pessoas que conheciam a grandeza do político mato-grossense.
A história política de Dante de Oliveira começa quando ele recém-formado milita no MR-8, um movimento de esquerda vinculado ao então MDB. Em 1978, elegeu-se deputado estadual. Em 1982, elegeu-se para a Câmara dos Deputados e notabilizou-se no país ao apresentar uma emenda propondo eleições diretas a presidente da República. Também foi um dos líderes do movimento Diretas Já que acabariam culminando na derrocada da ditadura militar anos mais tarde.
Em 1987, o então deputado assumiu o Ministério da Reforma Agrária no governo do presidente José Sarney. Após deixar o ministério, Dante foi candidato, nas eleições de 1990, novamente a deputado federal pelo PDT. Mas acabou não se elegendo pela fragilidade da sigla. Em 1994 com uma votação recorde, chega ao Palácio Paiaguás. Em 1998, é novamente reeleito. Em 2002, sofreu sua grande derrota, quando deixou o governo do Estado e não conseguiu se eleger senador.
Nunca o admirei politicamente, mas tenho que me curvar ao bom administrador e personagem político que foi. Mato Grosso perdeu, mas também muito ganhou em sua administração. Ser bom administrador é relativo. Para uns ele pode ter sido excelente, para outros, péssimo. Nem sempre se pode agradar a todos. Mas ele foi um bom administrador, com falhas e acertos como todos seus antecessores e sucessores que ainda virão.
Ultimamente Dante não vinha muito bem politicamente. Depois de oito anos governando o Estado, não conseguiu se eleger senador, como já escrevi anteriormente. Nos últimos dias, ele e o PSDB estavam totalmente perdidos e desorientados, mas tomou uma decisão. Iria voltar a disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Não deu.
Não será desta vez que o grande cacique tucano voltará a cena política mato-grossense. Ele deixa órfãos no partido, mas que com certeza vão continuar a admirá-lo e tentar segui-lo como político de prospecção. Deixo aqui meus pêsames à política mato-grossense.
Escrito por Alex Fama às 10h45
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Puritanismo, não! Indignação
Não quero ser puritano ou algo parecido com este artigo. Apenas quero expressar minha opinião sobre alguns fatos que me deixam indignado. Na última na Bienal do Livro, em São Paulo, em maio, a estrela do evento não foi o não tão recente livro do grande escritor infantil, Ziraldo. Muito menos qualquer outra nova obra do ácido escritor/humorista Luís Fernando Veríssimo. Não!
A bola da vez é a famosa ex-garota de programa, Bruna Surfistinha. Com mais de 80 mil cópias vendidas, até agora, do seu primeiro livro (O Doce Veneno do Escorpião), Bruna já declarou que vem mais um por ai! Qual será o título agora? “O Amargo Veneno do Escorpião”! Acho que não! Bom, mas não é a isto que quero me atentar!
O que mais me deixa indignado nesta notícia, não é a Bruna Surfistinha. Em minha humilde opinião, ela não passe apenas de um joguete - muito bem pago, aliás - nas mãos da grande indústria do livro no Brasil. Estes sim, os grandes culpados da nossa estagnação literária pela qual passamos hoje em dia.
Alguém por acaso já ouviu falar em Alexandre Azevedo? Não! Também pudera! Como saber que este excelente escritor infanto-juvenil já tem mais de trinta livros publicados, todos por pequenas editoras, se não é um nome badalado.
Como fiquei sabendo dele? Através da minha grande curiosidade literária, procurando por aí novos e bons escritores brasileiros. Coisa tão rara hoje em dia. Não por falta de capacidade dos brasileiros, mas por mediocridade da indústria.
Se não me falhe a memória, Azevedo tem apenas um livro publicado por uma editora religiosa, a Paulinas - se estiver errado me corrijam. Em outras palavras um grande e ilustre desconhecido do público brasileiro, em geral.
E a culpa é de quem? Das editoras? Com certeza! Se parasse de olhar apenas para os seus umbigos e apostassem mais em direção a pessoas talentosas seria de grande utilidade. E depois reclamam que as vendas estão em baixa, que o brasileiro não lê. Claro! Além dos preços, se for pra ir a uma livraria e achar títulos como o da Bruna Surfistinha, preferia ser analfabeto!
E o público brasileiro? Também é culpado, até mais do que as editoras. Pois somos nós que colocamos a Bruna Surfistinha na lista dos mais vendidos da semana e deixamos o Alexandre de Azevedo amargar o anonimato mesmo tendo talento.
Mas e ai, de quem é a culpa? Bom, da Bruna Surfistinha não é! E pra falar a verdade o Azevedo nem é tão bom assim. Viva o Doce Veneno do Escorpião!!! E boa leitura!
Escrito por Alex Fama às 15h12
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